Blog Universo Sertanejo

Arquivo : abril 2013

Sertanejo de filho para pai
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André Piunti

Há uma dupla chamada Toni e Gil, formada recentemente.

Um dos integrantes, Gil, o primeira voz, é pai da dupla João Neto e Frederico (de branco na foto abaixo).

Professor universitário, ele tocou muitos anos na noite ao lado de outros parceiros, e foi um dos principais incentivadores da carreira dos filhos.

Sabendo do sonho que o pai tinha de gravar um disco, João Neto e Frederico resolveram colocá-lo em estúdio.

O resultado saiu no início do ano. O CD, chamado “Paixão sem Noção”, está todo disponível no YouTube, e conta com quatro participações: João Neto e Frederico, João Carreiro e Capataz, Teodoro e Sampaio e Di Paullo e Paulino.

Abaixo, posto as canções com participação. O CD todo pode ser ouvido clicando aqui.

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-com João Neto e Frederico

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-com João Carreiro e Capataz

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-com Di Paullo e Paulino

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-com Teodoro e Sampaio


BASTIDORES: Entrevista com Marcelo Siqueira
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André Piunti

Marcelo Machado de Siqueira, 45 anos, paulistano.

Há 30 anos no rádio, começou na extinta Rádio Cidade, em 1983, e há 10 anos é diretor artístico da Nativa FM, a maior rádio sertaneja do país. Em São Paulo, sua audiência varia entre 200 e 300 mil ouvintes por minuto. No país, são 16 afiliadas.

Em três décadas de rádio, Siqueira, formado pela FAAP em Rádio e TV, viu o sertanejo romântico surgir no país, ser barrado em São Paulo, e se tornou um dos principais articuladores e defensores da música sertaneja na maior cidade do Brasil.

Após ajudar o “universitário” a ganhar força na capital, Siqueira diz que é hora de pisar no freio: de tanto que se aceitou influências de outros ritmos, segundo ele, o sertanejo está se desvirtuando.

Tem relação transparente com boa parte dos artistas, já que, em muitos casos, é consultado durante a escolha de uma nova música de trabalho. A sinceridade, no entanto, nem sempre é compreendida. Faz parte do jogo.

Na conversa que tive com ele, discutimos música, dinheiro, e é claro, jabá.

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Há uma frase famosa antiga que diz que “o rádio faz o artista”. Ainda faz?

Eu acredito muito. Não dá pra definir uma porcentagem, mas é uma parte importante de uma combinação de coisas. Você tem que fazer um trabalho completo, se expor corretamente, ter um projeto bem amarrado pra que sua música consiga extrapolar a rádio, passar a vender CD, virar comentário na TV, na balada, na escola, nas redes sociais. O rádio não é o único responsável por um sucesso, mas tem uma parcela importante nisso.

A segmentação das rádios não atrapalhou a música brasileira como um todo? Uma rádio que toca de tudo não seria mais democrática?

Eu não acho, acho até o contrário. A segmentação dá pras pessoas a oportunidade de ouvir o que elas querem. O rádio é muito profissional, cada espaço, cada ouvinte, cada comercial é disputado palmo a palmo, e a audiência importa muito. As pesquisas que a gente realiza mostram muito pontualmente o que a pessoa quer ouvir em cada bairro, classe social, idade, sexo e etc. Então a gente entrega tudo como o ouvinte quer, tenta fazer o gosto dele da forma mais exata possível. A segmentação é bem democrática. Se a pessoa não gosta de sertanejo, ela troca de rádio e acha outra com a qual ela se identifique mais.

Você comanda uma rádio que tem de 200 a 300 mil ouvintes por minuto, naturalmente muito procurada. Qual é sua posição a respeito do jabá?

Você vai encontrar em qualquer cidade do país gente que tira benefício próprio pra tocar um produto. O jabá existe e é por causa do profissional ou da linha de frente que é colocada na rádio. Eu abomino e acho grotesco. Seja o “jabazeado” radialista ou radiodifusor. Aqui (Grupo Bandeirantes, da qual a Nativa faz parte) é tudo sério e auditado. E não deve ser diferente. Música paga é música ruim. Música que vai acabar com a rádio, e consequentemente, com o rádio. Já vi muitas rádios com potencial jogarem a toalha para a igreja ou outros grupos por não terem programação e audiência competitivas.

A música ruim e, possivelmente, o jabá, acabaram com a audiência e, consequentemente, com o faturamento. Resumindo, o jabazeiro e o jabazeado estão encurtando suas próprias vidas profissionais, matando o negócio de muitos profissionais sérios. Reduzindo o campo de trabalho e colocando em cheque um veículo tão fantástico e importante, que é o rádio.

Como é feita sua programação, então? Por que há músicas que podem tocar 2 vezes ao dia e outras 10?

Quem decide se vai tocar ou não é a rádio e não o dinheiro. Se o artista tem dinheiro e quer comprar comerciais, isso não é jabá. As promoções que frequentemente acontecem são para conquista e manutenção de audiência. Isso pode acontecer por iniciativa e investimento da própria rádio ou através da parceria com algum artista. Quando se toca 5, 10 ou 15 vezes a música, ela tem que ser muito adequada à rádio. Ela vai trazer audiência. O volume da exposição está diretamente ligado à preferência pela mesma e à rotatividade do público. O dinheiro não define nada.

A relação entre rádio e artista, havendo adequação para ambos, pode gerar inúmeros bons negócios: shows, revistas, jogos, brinquedos, roupas e muito mais. É óbvio que o veículo, seja ele qual for, terá interesse na grande exposição do artista.

A programação não é comercializável?

Não, ela não está à venda.

É possível fazer um trabalho de rádio sem dinheiro?

É possível, sim. Mas eu não acredito simplesmente no tocar por tocar, o caminho assim é bem mais difícil. O trabalho de mídia é importante. Se o cara ouve tua música no rádio, vê você no outdoor, no anúncio do jornal, no programa de TV, a coisa ganha outra dimensão. A mídia no geral é importante. Se a música é um produto, você tem que tratar profissionalmente. Você vai conseguir tocar sem investimento, basta sua música ser adequada. Mas você tem que bater seu bumbo, correr atrás, não adianta ficar de braços cruzados, porque sucesso é uma soma de vários fatores.

A melhor forma de se chegar em uma rádio é através dos divulgadores?

Não necessariamente. O empresário pode vir, o artista pode. Eu não te digo que ouço 100% do que me mandam porque nem tudo chega, tem coisa que cai em SPAM, que eu não vejo. Mas eu vivo música o tempo todo, no carro, em casa. Já aconteceu de eu estar ouvindo uma música na internet e ir atrás do artista pra conhecer mais. Por exemplo, Fernando e Sorocaba. Eu ouvi uma vez na internet, eles já eram um pouco conhecidos no Paraná, mas ainda não havia uma ligação boa entre os mercados.

Fui atrás pra saber quem era e descobri que tinham um empresário chamado Paulo (Pissoloto). Liguei pra ele, me apresentei e perguntei se ele não tinha interesse em conversar, que eu havia achado a dupla dele interessante e que poderia ter chance em São Paulo. Dois dias depois, estava ele e o Sorocaba na minha sala e a partir de então a dupla começou a tocar em São Paulo.

Em uma apresentação no Faustão, o Luciano, irmão do Zezé, agradeceu o fato de “Mentes tão bem” ter tido destaque na novela “Araguaia”, e consequentemente, se tornado um sucesso nacional. Alguns minutos depois, você se manifestou no Twitter um tanto incomodado, dizendo que deveriam valorizar mais o rádio. O que te incomodou?

Sabe o que incomoda? É que na nossa frente, o discurso do artista sobre o rádio é um, e eu gostaria que esse discurso respeitoso fosse propagado em todos os veículos de comunicação. Eu canso de ver artista aqui na frente dizendo “devo tudo ao rádio”, “preciso me dedicar mais ao rádio”, “preciso visitar mais as rádios”, e aí chega em outro veículo e a coisa muda totalmente. Eu tô falando desse caso específico porque essa música foi inventada dentro do rádio e o discurso lá foi diferente. Não é o Luciano, é algo geral, acontece sempre. Mas foi tudo resolvido, sem problemas.

Como você vê a música sertaneja atual?

A quantidade de coisas boas antes era maior. Por estarem misturando influências demais e pelo fato de um artista fazer um sucesso e todo mundo sair copiando, a qualidade tem ficado de lado. Essa história de mina, pira, empina, balada… as mesmas palavras distribuídas de formas diferentes, os ritmos iguais, tudo isso prejudica a música sertaneja, faz com que ela se desvirtue mais ainda e perca as referências.

Você não só não gosta das misturas como também toca muito pouco dessas canções. Elas atrapalham a programação?

O ouvinte da Nativa consome principalmente música romântica e sertaneja. Antes de todos, nós já dávamos espaço pro “universitário”, pra músicas de festa… criamos espaço na programação pras novidades. Mas tem um limite. Por mais que a gente dê espaço, não posso concordar que certas coisas que aparecem por aí sejam sertanejas, não vou ficar 24 horas vendendo algo como sertanejo sabendo que não é. Tem muita gente boa, claro, mas tem muita gente ruim se aproveitando do movimento. Tá cheio de investidor torrando dinheiro em artista ruim achando que vai dar retorno, e isso atrapalha. Eu acredito no sertanejo e sou contra quem chega pra desvirtuar. Estão desvirtuando o sertanejo. Tem quem chegue com outro estlio, coloque um instrumento pra caracterizar, ponha dois caras pra cantar pra falar que é dupla, mas que na verdade poderia ser uma banda de qualquer outra coisa, e quer falar que é sertanejo. Isso vai tornando tudo descartável. Sertanejo não é isso.

A Nativa esteve na liderança de São Paulo no ano passado e a principal concorrente era outra sertaneja, a Tupi. Hoje, a Nativa está em terceiro, atrás de duas que também tocam sertanejo, mas que são mais abrangentes, tocam outros estilos populares, a Transcontinental e a Band FM. Isso é devido a uma queda do sertanejo?

Não acho que seja não. Acredito que os outros estilos estejam crescendo, fazendo trabalho correto, ganhando espaço, mas não que o sertanejo esteja caindo. Tem o Naldo, o Belo, Thiaguinho. O funk ganhou força, o pagode tem seu espaço. Fora isso, tem o trabalho das rádios, que também está sendo bem feito.

Há artistas que funcionam como coringa, que aparecem mais na programação quando o ibope cai?

Você aprende com os anos a trabalhar com técnicas de programação. Não é bom que você fique preso nos mesmos, você tem que criar espaço pros novos. Se você fica refém de determinados artistas e seu público passa a não gostar deles, sua audiência vai pro saco de um dia pro outro. Às vezes apostar mais em medalhões é legal, mas tem de haver equilíbrio.

É correto dizer que São Paulo não estoura artista? Que os artistas já chegam consagrados?

De certa forma, não é errado não, isso acontece. A história ajuda a explicar. O sertanejo foi muito represado em São Paulo. Por mais que os medalhões tivessem base aqui, Zezé, Leonardo, Chitão, era difícil. Além deles, você via um pouco de espaço pra um Gian e Giovani aqui, um Rick e Renner ali… mas não existia rádio forte baseada nesse pessoal. Só que enquanto São Paulo não entrava na onda, a vida continuou nos outros estados, o sertanejo continuou sendo coisa de raiz, de família, passando de geração pra geração. Chegou um ponto em que o país tava contaminado, no bom sentido, e São Paulo não conseguiu mais segurar.

Qual foi sua aposta musical que mais deu certo, e a que você mais se equivocou ao analisar?

Hoje em dia, se você apostar 15 minutos antes você já sai muito na frente. Se comprar a ideia 15 minutos depois, o bonde já passou. Uma que eu apostei e foi bem foi “Ai se eu te pego”. A gente viu em Barretos, pouco depois do lançamento, que passava um carro atrás do outro tocando a música, sem parar. Uma que eu apostei contra e errei foi “Morango do Nordeste”, do Layrton dos Teclados. Achei ruim, mas deu no que deu.

Pra finalizar, a cobrança do ECAD te parece indevida? (escritório responsável por recolher o dinheiro referente aos direitos autorais)

A minha opinião particular é que deveria haver outras formas de cobrança, e que essas formas fossem mais democráticas. Hoje a coisa vem de cima pra baixo, uma imposição. Concordo que toda a exposição pública tenha que ser paga, mas eu acho que em vários momentos poderia ser usado um critério melhor. Hoje a forma de cobrança pode ser chamada até de injusta, tem momentos em que os valores não são compatíveis com a realidade do negócio. A rádio paga um fixo que é determinado por eles e reajustado após uma assembléia, e eu tenho que aceitar.

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*Fotos: 1 – Fabio Nunes. 2 – Grupo Bandeirantes/Divulgação

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A série “Bastidores” já teve outros dois entrevistados: Dudu Borges, produtor musical, e Arleyde Caldi, assessora de imprensa de Zezé di Camargo e Luciano há 21 anos. As entrevistas são publicadas no blog às segundas-feiras.

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*O sistema de comentários do blog está passando por uma mudança, então praticamente todos os posts estão sem nenhum comentário. Os comentários não foram apagados, apenas não estão visíveis durante a mudança. Logo estarão de volta.


As músicas sertanejas mais tocadas da última semana (21/04 a 27/04)
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André Piunti

Abaixo, a lista das músicas sertanejas mais tocadas na última semana, de 21/04 a 27/04.

Por mais uma semana, as três primeiras posições continuam idênticas, com “Te Esperando”, “Vidro Fumê” e “Amiga da Minha Irmã”, em ordem.

Vale notar duas subidas interessantes: a de “Louco Coração”, do Eduardo Costa, que já está na quarta posição, e “E Agora?”, de George Henrique e Rodrigo, que pulou da nona para a quinta posição.

Pela terceira semana seguida, as 10 mais tocadas seguem sendo as mesmas, apenas mudaram de posições entre elas, algo pouco comum nos últimos meses.

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Ao lado do nome do artista, entre parênteses, está a posição que a música ocupava uma semana antes.

01 – Te Esperando – Luan Santana (1)
02 – Vidro Fumê – Bruno e Marrone (2)
03 – Amiga da minha irmã – Michel Teló (3)
04 – Louco Coração – Eduardo Costa (6)
05 – E Agora? – George Henrique e Rodrigo (9)
06 – Pode ou não pode – Zé Ricardo e Thiago (8)
07 – Tantinho – Daniel (4)
08 – Veneno – Fernando e Sorocaba (5)
09 – Clichê – João Neto e Frederico part. Jorge e Mateus (7)
10 – Deserto – Thaeme e Thiago (10)

*Fonte: Crowley Broadcast Analisys


Fernando e Sorocaba de música, cara e capa novas
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André Piunti

Fernando e Sorocaba divulgaram, durante a semana, a capa de seu novo CD, “Homens e Anjos”.

Junto com a imagem, foram divulgados os nomes das 15 faixas e uma delas foi disponibilizada pra download, chamada “Deixa Falar” (Caco Nogueira).

Fazia tempo que uma capa não gerava tantos comentários, e mesmo que isso seja apenas um dos detalhes do CD, ao menos as pessoas estão comentando sobre o produto, criando expectativa para o lançamento.

No final do post, há a imagem da capa. Quem quiser ver a imagem em alta resolução, basta clicar sobre ela.

Aos mais curiosos, a capa foi feita em diversas etapas. Todas as pessoas presentes foram fotografadas separadamente em estúdio e recortadas no Photoshop. Quem acompanha bem a dupla, identifica até alguns rostos conhecidos. O cenário também é uma criação digital.

A dupla está usando uma frase pra criar um suspense sobre a relação da capa com o CD: “só ouvindo pra entender”. De fato, só ouvindo o CD pra entender a capa, mas quem sou eu aqui pra contar mais detalhes e estragar a brincadeira.

Quem é mais detalhista deve ter percebido que o logotipo da dupla, aquele que trazia um chapéu desenhado ao redor do nome, deu lugar a algo mais simples e com letra diferente (ou fonte, como queiram), mudança que faz parte de todo um projeto novo da dupla.

Abaixo, segue a música disponibilizada durante a semana, “Deixa Falar”. Logo em seguida, a capa.


Inspirados em filme de Zezé e Luciano, dupla de Novo Hamburgo aposta no sertanejo romântico
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André Piunti

Duas semanas atrás, atendendo a um convite, estive na cidade de Novo Hamburgo, ao lado de Porto Alegre. Ali perto em Esteio acontece, todo final de ano, o “Universo Alegria”, promovido pela rádio Alegria, um evento muito elogiado por sua estrutura (eu ainda não conheci).

Fui convidado pela duplas Lucas e Felipe, que é da cidade, pra acompanhar como anda a carreira deles por ali e o sertanejo de uma forma geral, curiosidade que, acredito, muita gente tenha.

Artistas, empresários e dinheiro há. Rádios fortes, também. O que falta mesmo é uma cena mais forte como existe em outras regiões. Há também o fato de haver concorrência de outros estilos musicais no Sul, que não encontram espaço na parte de cima do mapa.

Estive em Novo Hamburgo no aniversário da cidade, dia no qual a dupla cantou em praça pública. Na mesma noite, mais tarde, houve um show da Paula Fernandes em uma casa fechada.

Os dois eventos estavam cheios, algo que muita cidade de regiões mais tradicionais não consegue fazer.

-Dois Filhos de Francisco

Vejam o que não é o tempo (alguns se sentirão velhos, como eu). O caçula da dupla, Felipe, decidiu formar a dupla com o irmão após assistir ao filme que narra a história de Zezé di Camargo e Luciano. Na época do filme, 2005, ele tinha 11 anos.

A influência contou positivamente. Os irmãos são românticos, apesar de o show ser mais pra cima, já que o mais velho tem 24 anos e o mais novo, 19.

A atual música de trabalho deles é romântica, chamada “Medo”. A canção pode ser ouvida logo abaixo.

Eu os conheci com uma música anterior chamada “Sinal de Amor”, que tem um vídeo muito legal, gravado dentro de casa (aliás, tem uma dupla grande produzindo um DVD nesses moldes).

Lucas e Felipe são artistas “Divulga Brasil”.


Teló leva troféu de “música do ano” em premiação latina da Billboard
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André Piunti

Michel Teló participou, na noite desta quinta-feira (25), em Miami, do “Billboard Latin Music Awards”, premiação da divisão latina da revista Billboard.

Indicado em sete categorias, o cantor saiu vencedor em duas: “Música do Ano”, a mais esperada da noite, e “Música Pop Latina do Ano”.

Além de acompanhar a premiação e subir ao palco para pegar seus troféus, Teló também se apresentou ao lado do colombiano Carlos Vives. Juntos, os cantores interpretaram “Como le gusta a tu cuerpo”, parceria que chegou a liderança das paradas latinas nos EUA no último mês.

Abaixo, segue o vídeo do momento em que o Michel ganha o prêmio de música do ano.


Duplas Novas: João Lucas e Diogo
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André Piunti

A dupla de hoje é formada por dois amigos de 26 anos naturais de Conceição do Pará-MG, e que tem a base de trabalho instalada em Belo Horizonte, onde se apresentam semanalmente.

Apesar da amizade de longa data, a decisão de cantar em dupla foi tomada cinco anos atrás.

Particularmente eu os já conhecia por conta dos rankings de mais tocadas que rodam o mercado. Em algumas cidades, a dupla teve a canção “Panrampampam” entre as mais executadas durante um período no ano passado.

Saindo um pouco do assunto, caso vocês não acompanhem, com o destaque que o Naldo vem tendo nacionalmente desde o ano passado, uma das grandes apostas passou a ser o MC Koringa, que na teoria, vai se utilizar da abertura criada pelo Naldo.

Sabendo disso, a dupla em questão se adiantou e gravou uma parceria com o Koringa. É claro que vocês já devem imaginar que se trata de uma mistura do sertanejo com o funk, apesar de me parecer um pouco diferente dos funknejos que estão rolando por aí (assunto que será tratado com o próximo entrevistado da série “Bastidores”).

A música gravada em parceria, que já toca em balada e foi apresentada em programa de TV, se chama “Água na Boca” e deu origem a um clipe, que pode ser conferido abaixo.


Daniel narra sua história de vida em DVD teatral
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André Piunti

Conversando recentemente com um amigo sobre o Daniel, ouvi a seguinte frase: “O Daniel deve ser um cara que tá sempre ralando, porque é complicado apresentar alguma novidade depois de tanto tempo de carreira”.

Voltei pra casa pensando nisso um tempo e vi que o raciocínio fazia muito sentido. Daniel já fez dupla, cantou solo, lançou CD, DVD, estrelou filme, novela, apresentou programa de TV (Xuxa) e será jurado de uma atração Global pelo segundo ano seguido. Como é que um cara desses vai fazer, com um currículo dessa extensão, algo novo que consiga chamar a atenção?

Como ele faz eu não sei, mas ontem ele conseguiu dar início a mais uma página na sua história pessoal. Quando se anunciou que o novo DVD dele seria um “musical” pra comemorar 30 anos de carreira, a maioria imaginou que seria um show com alguns números de dança e etc, algo que lembraria bastante o DVD anterior, “Raízes”.

O que ninguém esperava é que ele fosse fazer de fato um musical nos padrões do teatro, com atores, dançarinos, cantores e toda uma estrutura nunca utilizada por um sertanejo em toda a história.

Daniel

Daniel

Daniel ficou acompanhado, quase que o show todo, por um ator mirim (Matheus Braga) que o interpretou durante sua infância.

O enredo é baseado na vida do cantor, começando menininho em Brotas, passando pela formação da dupla João Paulo e Daniel, pelo sucesso da parceria, pelo falecimento do João Paulo, até a consagração do Daniel artista-solo-romântico.

Poucas músicas foram cantadas inteiras. Como a ideia era ir contando a história a partir dos seus sucessos, apresentar trechos das canções deixou tudo bem mais dinâmico e interessante. O repertório completo pode ser conferido ao final da postagem.

O ponto que mais rendeu comentários e discussão foi quando a morte do João Paulo foi lembrada. Daniel poderia ter feito aquelas homenagens cheias de foto, com uma música triste no fundo e com aquele ar de dramalhão mexicano. Percebi que havia muita gente esperando por isso.

A escolha foi outra. As luzes ficaram baixas e os telões mostraram uma tempestade. Daniel parou por alguns segundos na frente do palco e, em vez de emendar a previsível e já manjada “Canção da América”, preferiu uma canção em inglês: “Bridge over troubled water”, do Simon e Garfunkel, que traz uma mensagem de superação pra quem está enfrentando uma grande tristeza (a tempestade no telão tem relação com a letra). Quem não se lembra da música, há uma versão famosa gravada por Chitão e Xororó chamada “Corpo e Alma”.

Não quero me estender muito para o texto não ficar cansativo, então aproveito a ajuda do programa divulgado antes da apresentação. Como pode ser visto nas duas imagens abaixo, o espetáculo foi dividido em 2 atos. Voltei de madrugada do show e tirei duas fotos com o celular. Amanhã cedo eu escaneio certinho pra ficar mais fácil de ler.

Hoje, dia 25, acontece a segunda noite de gravações. Para hoje, há venda de ingressos. Ontem foi apenas para convidados.

Três notinhas:

-No início, um dos momentos mais legais foi do menino que interpretou o Daniel (Matheus Braga) aprendendo a fazer segunda voz com o pai (o menino é muito bom, atualmente está no musical do “Rei Leão”).

-Dentre os 16 atores, um deles ficou responsável por fazer o papel do João Paulo (Rafael Machado).

-Durante o show, eu não havia entendido muito bem a colocação da música “Fricote” no capítulo “Solo”. Olhando aqui a discografia dele, vi que ele regravou a música em um DVD ao vivo já na carreira solo. Suponho que esse seja o gancho.

Repertório, lembrando que boa parte das músicas tiveram apenas alguns trechos apresentados.

Romaria – Poeira da Estrada – Saudade da Minha Terra – Solidão de Amigos – Desejo de Amar – Rosto Molhado – Só dá você na minha vida – Hoje eu Sei – Eu me amarei – Que Dure Para Sempre – Estou Apaixonado – Te amo cada vez mais – Bridge over troubled water – Ela tem o dom de me fazer chorar – Tocando em frente – Adoro amar você – Um dia de domingo – Eu amo amar você – Quando o coração se apaixona – Fricote – Dengo – A Jiripoca – Meu mundo e nada mais – Pra ser feliz – Esperança – Os amantes – O menino da porteira – Disparada – Nos bailes da vida – Tantinho

 


Programa Universo Sertanejo #170
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André Piunti

Fala, pessoal.

Entrou no ar, no final da tarde de ontem, a 170ª edição do programa Universo Sertanejo, na Rádio UOL.

Na edição desta semana, o principal destaque é o lançamento de Matheus e Kauan com participação de Jorge e Mateus: Mundo Paralelo, canção que é uma aposta forte para 2013. Outra novidade é a segunda versão da música “Eu tô na pista, eu tô solteiro”, lançada recentemente por Zezé di Camargo e Luciano.

O programa também traz alguns sucessos atuais das rádios, como “Te Esperando”, do Luan Santana, e “Louco Coração”, do Eduardo Costa. Além delas, outras canções como “Um cantinho do seu coração”, de Chrystian e Ralf, “Você nunca me amou”, de João Carreiro e Capataz, e “Girassol”, de João Bosco e Vinícius.

Para ouvir, basta clicar sobre a imagem abaixo.

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01 – Matheus e Kauan com Jorge e Mateus – “Mundo Paralelo”
02 – Eduardo Costa – “Louco Coração”
03 – Luan Santana – “Te Esperando”
04 – Zezé di Camargo e Luciano – “Eu Tô na Pista, Eu Tô Solteiro”
05 – Marcos e Belutti com Fernando e Sorocaba – “Calma Aí”
06 – Chrystian e Ralf – “Um Cantinho do seu Coração”
07 – João Bosco e Vinícius – “Girassol”
08 – João Carreiro e Capataz – “Você Nunca me Amou”
09 – Milionário e José Rico – “Canarinho do Peito Amarelo”
10 – Rodrigo Ferrari com MC Jean Paul – “Tá Soltinha”
11 – Breno e Caio César – “Londres”
12 – Tibagi e Miltinho – “Nova Flor”


César Menotti e Fabiano cantarão, hoje, o Hino Nacional antes do jogo da seleção
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André Piunti

Na semana em que o Guilherme Arantes de uma entrevista ao UOL com declarações que inauguraram um novo patamar de babaquice, uma ótima notícia: César Menotti e Fabiano cantarão o Hino Nacional na abertura do jogo do Brasil, hoje, no Mineirão.

Pra quem não sabe, a seleção joga hoje um amistoso contra o Chile, em Belo Horizonte, a última partida antes da Copa das Confederações.

O convite partiu da CBF. Não custa lembrar que a dupla mora há anos em BH, e entre um de seus sucessos, há uma canção chamada “Lugar melhor que BH”.

O Hino será executado por uma orquestra com viola e sanfona.