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Teló lança novo DVD e fala de carreira internacional, Paula Fernandes e Virada Cultural
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André Piunti

Michel Teló está lançando, nesta semana, “Michel Teló – Sunset”, o 3º CD e DVD de sua carreira solo, iniciada em 2009. Na próxima quinta-feira, na Brook’s, em São Paulo, ele realiza um coquetel para convidados, seguido de um show com venda de ingressos.

O projeto, que chega com o desafio de manter Michel como um dos principais artistas do país, traz dois nomes convidados: Paula Fernandes e a dupla Bruninho e Davi. As gravações aconteceram em 3 cidades durante fevereiro e março: Guarujá-SP, Florianópolis-SC e Angra dos Reis-RJ.

Do novo CD/DVD, “Love Song” já foi trabalhada nas rádios, e foi recentemente substituída por “Amiga da Minha Irmã”.

Abaixo, a conversa que tive com ele.

O seu novo projeto tem algumas canções românticas fortes, uma já foi trabalhada, outra vai ganhar destaque nos próximos dias, e uma terceira, gravada ao lado da Paula Fernandes, talvez seja a melhor do DVD. Você pretende passar a explorar esse lado romântico?

Pretendo explorar o romântico sim, mostrar pras pessoas que não me conhecem muito que eu também tenho esse lado romântico. A gente sempre escolheu trabalhar músicas de balada, então tem horas que a gente precisa mostrar que nosso repertório é bem mais abrangente.

E como surgiu a ideia de convidar a Paula?

Eu sempre fui muito fã dela. O convite não é novo, eu quis que ela participasse dos meus outros DVD’s, mas não tinha dado certo. Dessa vez rolou, gosto muito dela pessoalmente e como artista, e concordo que a música acabou ficando uma das melhores do DVD.

Abaixo, “Se tudo fosse fácil”, gravada ao lado da Paula Fernandes.

Uma das principais românticas do disco, “Maria”, faz parte de um grande projeto que vocês mantiveram em sigilo desde o ano passado, e agora você resolveu abrir. Qual é esse projeto?

Eu gravei cerca de 400 nomes, além de “Maria”, pra um projeto que vai ser lançado pro dia dos namorados. Vai ser algo no qual a gente tá apostando muito, usando uma ferramenta do Facebook. Essa semana vai sair um clipe da música, e mais pra frente vai sair um clipe interativo. A menina vai poder ouvir a música com o nome dela em vez de ouvir o nome “Maria”, além de vários outros detalhes que a ferramenta possibilita, como usar imagens da pessoa no clipe. Eu acredito muito que vai andar bastante a brincadeira, já que é algo que ninguém fez ainda.

Abaixo, o teaser do clipe “Maria”, que será lançado na sexta-feira.

Como você recebeu a notícia de que havia sido premiado no Billboard Awards, no último domingo?

Cara, eu tava nessa correria de ensaiar o show novo e não tava sabendo da premiação. Fiquei sabendo pelo Twitter quando o pessoal começou a me dar parabéns. Eu vou falar o que? A resposta é a mesma de sempre, incrível. Lá nos Estados Unidos, numa premiação respeitada, uma música em português ganhando como principal música da América Latina, que tem tantos artistas estourados no mundo todo. É mais uma dessas coisas que a gente não entende, só fica muito feliz.

Uma das apostas do DVD é a música “Levemente Alterado”, gravada com o Bruninho e Davi. Qual sua relação com eles e por qual motivo você escolheu uma das canções mais fortes pra dividir com eles?

Os meninos fazem parte do meu escritório, “Brothers”. Fiz questão de colocá-los no projeto com uma música que é forte e tem a cara deles. Eles são irreverentes, tem essa linha mais de zoeira, e quando surgiu a “Levemente Alterado”, na hora já pensei neles. A música dando certo é bom pra mim, pra eles, pro escritório. Além disso, é legal que juntos a gente se diverte mais também.

Você tem 20 anos de carreira, e em 2012 você atingiu seu auge, chegou a um ponto no qual você nem imaginava chegar. Agora que uma parte grande dos seus objetivos foi concluída, o que te motiva? A vontade de subir ao palco continua a mesma?

É a música, cara. A música é mais forte que tudo. Não me vejo longe dos palcos, não me vejo sem cantar, sem tocar, sem me divertir fazendo o que eu gosto. Eu me prendo na ideia de formar uma carreira extensa, de muitos anos, não parar por aqui. Tenho 20 anos de carreira e muita gente me conheceu agora, então tenho muita coisa pra fazer pela frente. Acho que a gente tem que se apegar aos grandes exemplos. O Roberto Carlos é o maior deles. Cantou pra jovens, se reinventou e virou nosso maior artista. Esse desafio de se reinventar e permanecer é o que faz a gente seguir, junto com o amor pela música, claro.

Há uma frase famosa que fiz que fazer sucesso é difícil, mas se manter é mais difícil ainda. Você concorda com isso, já que seu estágio hoje é o de se manter no sucesso?

Eu discordo quando dizem que é mais difícil manter, eu acho que é igual. Mas olha… é difícil, viu? É engraçado porque é tudo muito louco, você não pode parar, tem que estar ligado o tempo todo, acelerado. Eu vejo tudo o que eu conquistei e penso: “como eu vou fazer isso de novo, estourar no mundo?”. É um desafio novo se manter e mostrar seu valor, tão difícil quanto fazer sucesso, mas isso é parte do nosso trabalho.

Você virou garoto propaganda de empresas grandes e continua sendo procurado pra grandes campanhas nacionais. No mercado sertanejo, rolam pesquisas que mostram que você tem uma rejeição muito baixa, e que carrega o que a gente chama de “boa imagem”. A que você acha que isso se deve?

Cara, eu acho que tem muito do respeito com que eu trato as pessoas. O carinho e o respeito pelo ser humano talvez seja um desses motivos, acho que isso acaba transparecendo quando alguém me encontra ou quando apareço na TV, não sei. Não sou um cara de polêmicas, sou muito tranquilo, e acho que isso faz com que as pessoas entendam que eu sou um cara.. Eu sou um cara que acredita em Deus, e acho também que pode ser um dom. Sou o mesmo cara no palco, no camarim, em casa, acho que as pessoas percebem isso e isso conta a favor pra mim.

É real a história de que a música “Aconteceu” foi baseada na sua história com a Thais Fersoza?

É isso sim… na verdade, quando eu tava no estúdio mexendo no repertório, o Neto Shaefer, que fez os violões, tava com a ideia do refrão na cabeça. Eu e o Dudu (Borges, produtor) sentamos com ele e a música foi saindo, e eu percebendo que a letra tava narrando o que aconteceu comigo e com a Thais. Os dois tavam numa situação de não querer se meter com relacionamento, eu tava trabalhando como nunca, mas aí a gente se encontrou e deu aquele estalo, aí… A música acabou narrando bem o que aconteceu com a gente.

Abaixo, a canção “Aconteceu”.

Como andam os projetos para o exterior? Tem algum show confirmado?

Eu não sei como está a agenda porque quem cuida é o Teotônio (Teló). A gente continua tendo pedido o tempo todo, mas não dá pra gente largar o mercado aqui. O meu DVD novo vai ser vendido em vários países, até o final do ano eu gravo um CD com músicas em inglês e espanhol pro mercado internacional, com todo o apoio da gravadora, mas sem loucura. Não tô me impondo a obrigação de estourar lá fora, mas é claro que a gente tem a intenção de seguir bem lá fora.

Um ano após aquela loucura do estouro da “Ai se eu te pego”, seguida de uma série de críticas, que você tirou de bom e de ruim?

Eu tirei sem dúvida mais coisas boas do que ruins. Como eu venho de uma cidade do interior, você não espera que sua vida vai mudar de uma hora pra outra como aconteceu. Tudo era notícia, você espirra e vira notícia, é muito maluco pra quem não tava acostumado com essas coisas. Você acaba aprendendo a lidar com isso e leva numa boa, hoje eu aprendi, mas na hora é uma pressão diferente. Receber críticas, por mais que você não perca tempo com elas, te deixam chateado. Eu tirei uma coisa muito boa que é aprender a me preocupar com quem fala e me conhece. Eu ouço muito quando um Roberto Carlos fala de mim, quando um Xororó fala de mim. Quem me critica sem saber da minha história, sei lá, deve ter alguma frustração, alguma inveja. Respeito quem não gosta, não tenho problemas com isso, mas acho complicado falar da carreira ou do trabalho de qualquer pessoa sendo que você não conhece o suficiente.

Você foi convidado pra participar da Virada Cultural, mas acabou não rolando. Os fãs de música sertaneja reclamaram muito da pouca representatividade do sertanejo dentro do evento (apenas Sérgio Reis e Renato Teixeira se apresentaram). Qual sua opinião sobre o assunto?

Eu fiquei feliz pelo convite, acho o projeto interessante, não pude por questões de data mesmo, principalmente por logística. Eu acho que deveria haver espaço igual pra todo mundo, não deixarem o sertanejo de lado. Cadê o palco sertanejo, as duplas tradicionais, o povo das antigas? Eu acho legal que haja espaço pra todo mundo, que todas as tribos estejam representadas, mas e a nossa? E o Milionário e José Rico? Sou a favor de que se faça um palco, chame um pessoal e deixa na mão dos sertanejos que eles sabem o que fazer. Podia rolar a história do sertanejo no palco, dos mais tradicionais aos mais novos, pra gente poder mostrar que esse sucesso de hoje não nasceu ontem.

E não defendo que imponham o que as pessoas vão ouvir. Não acho certo colocar um sertanejo antes ou depois de um show do Criolo, por exemplo. São públicos diferentes, porque forçar os caras ouvirem ao que eles não gostam? Faz uma festa pra todos, cada um no seu espaço, e assim todos são respeitados e promovem suas culturas. Um evento cultural tem que ter música sertaneja, que é parte de uma cultura genuinamente brasileira. A música sertaneja precisa ser respeitada.


Tá tudo girando… Michel Teló lança música com Bruninho e Davi e teaser do novo DVD
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André Piunti

Michel Teló divulgou, durante a semana, um teaser de seu novo DVD, “Michel Teló – Sunset*”.

Junto com o vídeo, saiu também uma música inédita chamada “Levemente Alterado”, gravado ao lado de seus pupilos Bruninho e Davi.

O DVD ainda não chegou às lojas, mas já está em pré-venda no site da Som Livre. O projeto foi gravado em 3 etapas: Guarujá-SP, Angra dos Reis-RJ e Florianópolis.

*Sunset significa “pôr-do-sol”, e é um “estilo” de festa realizada a céu aberto ao entardecer.

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Teló leva troféu de “música do ano” em premiação latina da Billboard
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André Piunti

Michel Teló participou, na noite desta quinta-feira (25), em Miami, do “Billboard Latin Music Awards”, premiação da divisão latina da revista Billboard.

Indicado em sete categorias, o cantor saiu vencedor em duas: “Música do Ano”, a mais esperada da noite, e “Música Pop Latina do Ano”.

Além de acompanhar a premiação e subir ao palco para pegar seus troféus, Teló também se apresentou ao lado do colombiano Carlos Vives. Juntos, os cantores interpretaram “Como le gusta a tu cuerpo”, parceria que chegou a liderança das paradas latinas nos EUA no último mês.

Abaixo, segue o vídeo do momento em que o Michel ganha o prêmio de música do ano.


Teló e Vives; Luan e a namorada; Leo e as roupas; Mashup…
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André Piunti

-Lá fora

Saiu ontem o clipe de “Como le gusta a tu cuerpo”, parceria de Carlos Vives com Michel Teló. O vídeo foi gravado em San Andrés, na Colômbia, país de Vives. O resultado ficou bem legal.

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-Pop gringo e sertanejo

A dupla Leo Verão e Daniel Freitas, que ganhou espaço na internet mesclando hits internacionais com música sertaneja (uma prática chamada de “mashup)”, lançou mais uma de suas misturas. Uniu “One Wild”, do rapper Flo Rida, com “Doidaça”, música nova do Gusttavo Lima.

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-A namorada

Luan Santana é capa da Contigo! desta semana, mas não sozinho. O cantor topou posar ao lado de sua namorada, Jade Magalhães. Ele havia assumido o namoro em uma capa da “Quem”, mas preferia não expor a moça.

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-Roupas e jóias

Irmão de Victor Chaves, o cantor Leo agora inspira uma coleção de roupas e jóias da marca “Rock Nest”. Em uma declaração publicada pela revista Época, Leo disse que, quando o assunto é vestimenta, ele é “mais rock do que sertanejo”. A coleção inspirada nele chega ao mercado no segundo semestre.


BASTIDORES: Entrevista com Dudu Borges
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André Piunti

Dou início hoje, aqui no blog, a uma série de entrevistas chamada “Bastidores”, com figuras importantes e influentes da música sertaneja que nem sempre se tornam conhecidas do grande público.

São produtores, assessores, empresários e contratantes contando um pouco de sua história e de sua importância para o atual estágio do sertanejo. Toda segunda-feira haverá uma nova entrevista.

Hoje, na estreia, a entrevista é com o produtor musical Dudu Borges.

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Eduardo Borges de Souza, 30 anos, campograndense.

Conhecido como Dudu Borges, o produtor deixou o Mato Grosso do Sul e se mudou para São Paulo aos 17 anos, atrás de música. Cresceu musicalmente na igreja, virou nome respeitado no mercado gospel, e se tornou produtor e músico da banda “Resgate”.

Dudu é o principal produtor sertanejo da atualidade. Em suas mãos, atualmente, estão Bruno e Marrone, Jorge e Mateus, Michel Teló, Luan Santana, Fernando e Sorocaba, João Bosco e Vinícius, Marcos e Belutti, entre vários outros, todos produzidos em seu estúdio fundado em 2009 em São Paulo, o “VIP”.

Na lista publicada semanalmente no blog com as canções sertanejas mais tocadas, ele chega a dominar quase metade das posições. No ranking divulgado hoje, na postagem anterior, das cinco primeiras canções, quatro são produções suas: “Te Esperando”, “Vidro Fumê”, “Amiga da Minha Irmã” e “Veneno”.

A carreira bem sucedida, no entanto, encontra resistência dentro mesmo do meio sertanejo. Considerado o principal responsável por ter tornado a música sertaneja em música pop, ouve duras e repetidas críticas de quem não considera que sua linha possa ser chamada de “sertaneja”.

Abaixo, a conversa que tive com ele.

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Você se reconhece como o cara que criou essa fase atual do sertanejo?

Quando eu produzi João Bosco e Vinícius pela primeira vez, no final de 2000, eu não tinha noção do que poderia acontecer. Eu fiz o que achei que tinha de ser feito, mas sem imaginar que aquilo poderia mudar o rumo das coisas. Eu sei que eu mudei a música sertaneja, mudei todo um estilo, mas foi tudo feito sem essa pretensão.

Pega João Bosco e Vinícius e vê o que vem depois disso. Ali foi a mudança, com “Sufoco”, “Chora, me liga”, “Falando Sério”. Veja o que veio depois, de Luan Santana até qualquer outro artista. Começou ali. Não existia uma música com tanta virada de bateria, com tanta conversão, com tanto detalhe quanto “Sufoco”. E ao mesmo tempo soava seco, sem muitos instrumentos. Até ali, ninguém tinha feito isso.

Não demorou muito pra que as críticas surgissem, principalmente na linha de que você estava estragando o sertanejo…

Sim, não demorou nada. Hoje eu não me incomodo sinceramente com crítica, mas aprendi depois de apanhar muito. O que incomoda é a falsa crítica, o cara que fala mal de você, mas vai lá e faz o arranjo igual. O difícil da crítica no começo é você ver tudo o que você está conquistando, o que você está acertando, e ter de ouvir coisas contrárias. Mas é do jogo.

Quando você chegou a conclusão de que havia deixado de ser um produtor promissor pra se tornar uma grife, uma figura relevante?

Quando as pessoas que eu sempre admirei passaram a me respeitar. E no fim, é isso que importa. Olha só… eu receber uma ligação do Bruno e Marrone, depois de tudo que falaram que eu estraguei o sertanejo, é uma coisa inexplicável. Você percebe que não tava errado naquilo que fez. Nomes indiscutíveis da história da música, caras que vão ser lembrados pra sempre, me procurando pra fazer um trabalho novo e a gente conseguindo fazer mudanças importantes na dupla. Isso me fez me sentir melhor.

Com o tanto de artistas de primeiro escalão que você produz atualmente, é inevitável que você fique em meio a um fogo cruzado entre escritórios e entre cantores que não têm boa relação ou até mesmo uma concorrência mais acirrada. Como você lida?

Eu tento ser imparcial, mas não sou… assim… tudo o que eu puder fazer pra unir todos e deixar as coisas em paz, eu tento fazer. Na hora certa, no momento certo, eu vou lá e tento. Quem mexe com música, na maior parte dos casos, têm os sentimentos muito aflorados, então nem sempre é fácil. E muitas vezes os “grandes problemas” são coisas tão pequenas que passa o tempo e eles se esquecem. Pode parecer só algo bonito, mas não é: a música é capaz de juntar todo mundo. É através dela que eu vou sempre tentar unir, acho importante isso, e costuma funcionar.

Você tem uma marca forte nas suas produções, deixa sua assinatura nos seus trabalhos. Produzindo tanta gente de repercussão, não corre o risco de os produtos começarem a ficar muito parecidos?

Eu tenho que saber que eu preciso dar a cara do artista ao disco dele, e não a minha cara. Eu me inspiro no cantor ou na dupla pra que o trabalho fique parecido com ele, não comigo. A partir daí é que eu começo a fazer o meu trabalho.

Mas e suas preferências de timbre, músicos, ritmos? Não há um risco de ficar tudo meio padrão?

Sim, é um risco que precisa de cuidado, tenho que pensar nos outros discos que já fiz pra não repetir algumas coisas, mas não é algo tão complicado dessa forma. Há muitos artistas que tocam, como o Mateus (Jorge) e o Fernando (Sorocaba), então cada um já tem uma personalidade traçada.

Você é difícil na hora da produção? Costuma ceder?

Acho que isso passa pela relação que você tem com o artista. Nós estamos juntos pra fazer o melhor trabalho possível, então os dois precisam saber ouvir, eu tenho essa consciência. Não sou de levantar a voz, brigar, não faço isso, mas se o cara quiser um produtor só pra fazer o que ele manda, eu não sou esse cara. Eu sei que se der errado, a culpa vai ser minha, então eu preciso puxar essa responsabilidade.

Você já gravou algo que se arrepende?

Já. Não a ponto de me arrepender amargamente, algo que vai manchar minha carreira, mas já abri exceções que não foram legais.

Sabe-se que você é o produtor mais caro do mercado atualmente (ele preferiu não abrir os valores na entrevista), algo natural pelo espaço que você conquistou. Como é essa sua relação financeira com os artistas?

Eu uso a boa relação com os artistas e os empresários pra lidar com essa situação. Não há só uma forma de você receber, você pode receber na venda dos CD’s, você pode receber algum adiantamento, pode procurar várias formas. Eu me preocupo com o outro lado também. Sei que apesar dos cachês altos, há muita conta a se pagar.

Hoje consigo sentar com uma dupla ainda no começo, disposta a pagar mais até do que eu pediria, e dizer pra eles não gastarem esse dinheiro assim. Os valores mais altos acabam sendo com os artistas do topo. Não é que eu cobre de acordo com o que eu sei que o cara ganha, não é isso, mas é o quanto um trabalho de tanta repercussão não me consome. Eu me doo o máximo ao projeto e assumo toda a responsabilidade de cada trabalho, e isso tem um preço.

Tem uma coisa interessante de contar. Eu produzo música uma atrás da outra há anos, sem parar. O reconhecimento demora muito, é uma estrada muito longa. Um hit não muda sua vida, dois, três não mudam. Um disco bom também não muda, você precisa fazer outro, e outro. Eu vim pra São Paulo com 17 anos e fui ganhar dinheiro 2, 3 anos atrás.

Uma das suas parcerias que mais repercutiu foi com Jorge e Mateus, talvez a que mais tenha gerado discussões até hoje. A dupla chegou já grande ao seu estúdio, e você apostou em uma mudança forte no estilo da dupla. Como foi essa passagem?

Quando a gente começou a trabalhar junto, foi uma época bem difícil pra mim. Você ler todos os dias que você não vai superar um disco sendo que você não teve chance ainda de fazer sequer uma nota do novo trabalho, é difícil, incomoda. Eu arrisquei o que eu podia e dei minha vida nesse disco (Aí Já Era). Eu tinha certeza que seria um disco que ou daria muito certo, ou daria muito errado. Ninguém sabia o que iria acontecer, apesar de eu saber que era bonito, muito bem feito. Eu mexi no jeito do Jorge de cantar, eu ganhei o respeito do Mateus e eles comparam a ideia de arriscar.

Faz pouco tempo, até, ouvi uma pessoa próxima dizer que o que eu fazia não era a cara do Jorge e Mateus. Mais uma vez, tive que ouvir e fiquei quieto, mas me incomodou. Hoje, com essa popularidade, com esses números, com essa carreira impressionante, eu não tenho dúvidas que a cara do Jorge e Mateus é a do “Aí Já Era” pra cá.

É o seu melhor disco?

Não. Sem demagogia, não consigo enxergar um melhor disco. Só pra te dar um exemplo, eu sinto o “A Hora é Agora” melhor que ele. Aliás, como eu vou comparar um disco com o “Curtição”, com tudo que ele representou? Cada caso é um caso, sem demagogia, não teria problema em dizer se houvesse mesmo algum.

Sinceramente, pra ficar no Jorge, eu acho o “A Hora é Agora” mais completo, mais maduro. A diferença é que o “Aí Já Era” tinha o fator novidade, que faz com que as pessoas falem dele até hoje.

A certa altura da ascensão do novo sertanejo, o mercado se viu liderado por dois produtores: você e o Ivan Miyazato, além de uma série de músicos oriundos de Campo Grande. O que essa turma tinha de tão especial pra chegar tão longe?

Eu não sei, cara. Eu não sei explicar. Parece meio gospel o que eu vou dizer, mas eu acho que Deus escolheu as pessoas que estavam lá em Campo Grande e que eram amigos. Todo mundo que tava lá e deu certo, trabalhou junto em algum momento. Havia alguma química musical e as peças foram se encaixando.

Você prevê uma queda forte do sertanejo para os próximos anos? Concorda que o estilo tomou um rumo não muito positivo?

Não, não tem porque ser assim. Há muito o que se fazer, mas é preciso ser feito. O sertanejo é muito amplo, muito democrático. As rádios sertanejas tão lá no alto, muitas baseadas no romântico, as festas estão em alta, com as músicas de balada, e a galera que ouve modão nunca vai ficar sem os modões.

A gente tá num momento em que precisa surgir uma novidade, que não é necessariamente algo que vai chocar ou mudar tudo, mas que precisa se mostrar diferente. E o meu grande desafio e de quem trabalha com música é conseguir achar essas novidades sem fugir do sertanejo, pois aí você erra. Eu tenho a chance e a oportunidade de apresentar coisas novas, e é isso que tento fazer a cada novo trabalho.

Pra finalizar, queria que você falasse de Michel e “Ai Se Eu Te Pego”.

O que eu posso te dizer sobre o Michel, resumindo, é que tudo o que aconteceu com ele, a gente só foi assimilar há pouco tempo. Eu e ele só tivemos a dimensão do que ele conquistou quando a gente sentiu o que estava acontecendo com o Psy. É difícil olhar quando você está de dentro, você não tem ideia das coisas.

Quando o Psy estourou no mundo e a gente viu de fora, deu pra cair a ficha do que o Michel tinha conquistado. O estouro “Ai Se Eu Te Pego” lá fora não mudou minha vida profissionalmente, mas gerou uma marca que eu vou levar pro resto da minha vida, um número que dificilmente alguém vai atingir de novo. Por muito tempo eu vou fazer parte da música brasileira, e eu agradeço muito a Deus por isso.

*Fotos: Olivio Netto

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*O sistema de comentários do blog está passando por uma mudança, então praticamente todos os posts estão sem nenhum comentário. Os comentários não foram apagados, apenas não estão visíveis durante a mudança. Logo estarão de volta.


Michel Teló lança “Amiga da minha irmã”. Confira!
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André Piunti

Michel lançou, hoje, sua nova música de trabalho, chamada “Amiga da minha irmã”.

A canção foi anunciada durante um hangout no Google Plus, uma espécie de entrevista coletiva utilizando os recursos da ferramenta do Google.

A música é a primeira do novo projeto, um DVD gravado em três etapas entre janeiro e fevereiro (Guarujá, Florianópolis, Angra dos Reis).

Os compositores são Luiz Henrique e Fernando, dupla que está entre os autores de um grande sucesso do Michel, “Humilde Residência”.

A nova canção lembra um pouco o estilo da “Humilde”, e o cantor não nega que seja proposital: a gente trouxe esse estilo pro sertanejo, um samba rock com sanfona, um samba rock meio misturado com música sertaneja. É tão difícil a gente acertar algo assim, algo novo, que quando acontece, a gente não hesita em apostar novamente numa música do tipo.

Michel ainda disse que no DVD há uma canção chamada “Aconteceu”, feita em homenagem à namorada Thaís Fersoza, que narra a história do namoro deles.

A nova música de trabalho, “Amiga da minha irmã”, pode ser ouvida abaixo.

 

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Amiga da minha irmã
(Luiz Henrique e Fernando)

Quando a campainha toca
Vou correndo abrir a porta
Ela vem toda arrumada pra ir pra balada com a minha irmã
Faz escova no cabelo e eu olhando no espelho
Ela já sai me olhando tirando o excesso do batom vermelho

Já tá querendo ir comigo pra balada
Ela só tem 18 e eu já tenho 26
Tá me provocando, me deixando sem controle

Ela é amiga da minha irmã
Eu nao quero nem saber
Eu vou pra cima

Ela é amiga da minha irmã
Eu nao quero nem saber
Se ela é novinha


Michel Teló vira joguinho para celular. Confira sertanejos que já viraram desenho
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André Piunti

No último final de semana, foi lançado um joguinho para iPhone/iPad/iPod Touch e Android chamado “Michel Teló – Around the world”, em que o usuário comanda o cantor em fases por cidades do mundo todo, como explica o título.

Quem quiser ler as descrições do jogo, pode clicar aqui. Michel já havia sido personagem do “Megacity” no ano passado, outro jogo virtual.

Por conta da miniatura do Teló desenhada, me lembrei de outros sertanejos que já viraram desenho. Abaixo, relembro alguns deles.

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Fernando e Sorocaba ganharam sua versões infantis, “Fernandinho e Sorocabinha”. Os desenhos tem sido utilizados em campanhas da Sabesp (Cia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que fechou acordo com a dupla no final do ano passado.

Quem quiser ver outras tirinhas da mini-dupla, pode clicar aqui.

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Leandro e Leonardo, no auge, viraram gibi do Maurício de Sousa. Há diversas edições que podem ser compradas no Mercado Livre, caso alguém tenha interesse.

Abaixo, segue a capa da 7ª edição.

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A dupla César Menotti e Fabiano já ganhou diversas versões infantis. Em 2008, uma empresa de arte chegou até a anunciar um projeto de desenho animado com a dupla.

A imagem abaixo foi publicada pela dupla no site oficial, na época do dia das crianças.

 


Teló volta ao topo de ranking latino da Billboard um ano após sucesso de “Ai se eu te pego”
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André Piunti

A parceria de Michel Teló com o colombiano Carlos Vives já começa a render para o sertanejo.

Quase um ano após ter sido o número 1 com “Ai Se Eu Te Pego” no ranking latino da Billboard, Teló volta ao topo com “Como le gusta a tu cuerpo”, ao lado de Vives, lançada há duas semanas.

Quem acessar o ranking “Latin Airplay” da revista, publicado às quintas-feiras, verá a canção em 5º lugar. Ontem, no entanto, o site revista postou algumas atualizações, mostrando Teló e Vives na primeira posição da lista de músicas mais tocada em estações de rádio latinas nos Estados Unidos.

Como já dito aqui no blog, o premiado colombiano ficou oito anos sem lançar nada de novo, e escolheu a canção ao lado do Michel para marcar seu retorno.

Aos que não conhecem, segue abaixo “Como le gusta a tu cuerpo”.

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Atualizando: Michel é finalista em 7 categorias em prêmio latino da Billboard.


Paula Fernandes participará de DVD de Michel Teló; cantora recupera fãs no Facebook
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André Piunti

Michel Teló grava a primeira etapa de seu DVD no próximo dia 27, domingo, no Guarujá-SP.

A gravação acontece no “Beach Club São Pedro”, a partir das 15h. O esquema lá é o tal do “sertanejo chic”.

A grande novidade fica por conta da convidada especial: Paula Fernandes fará uma participação nesta primeira etapa do DVD.

Como já comentado aqui, o novo DVD de Teló será gravado em locais diferentes. As cidades de Angra dos Reis-RJ e Florianópolis-SC já estão confirmadas no roteiro.

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Nesta quarta-feira, Paula conseguiu recuperar cerca de 1 milhão e meio de fãs no Facebook, após sua página ter sido deletada, semanas atrás. O novo endereço é fb.com/oficialpaulafernandes.


Algumas conversas…
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André Piunti

-DVD no exterior?

O empresário de Luan Santana, Anderson Ricardo, colocou no Twitter ontem o nome de cinco cidades que poderão sediar a gravação do terceiro DVD do cantor: Las Vegas (EUA), Lisboa (Portugal), Porto Alegre, Recife e São Paulo. Por mais que muitos tenham achado que ele estivesse apenas blefando ao citar cidades fora do país, no final do ano passado ele esteve em Las Vegas para sondar a possibilidae de um DVD por lá. Na mesma semana, Luan se apresentou em Lisboa, onde o resultado do show foi animador. Ou seja, na semana que vem, é bem provável que seja divulgado a gravação do primeiro DVD do Luan no exterior. No entanto, dentro da própria equipe, há quem defenda que um DVD fora do país não seja boa ideia.

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-Em etapas

Michel gravará novamente um DVD em várias etapas, como aconteceu no “Na Balada”. Se o DVD anterior trouxe gravações feitas em diversas casas noturnas, o novo projeto será gravado em baladas “de praia”, chiques, algo que lembra o clipe de “If I Catch You”. Não estão definidas todas as etapas ainda, mas já estão garantidas as gravações no Guarujá, no final de janeiro, Florianópolis, no início de fevereiro, e Angra dos Reis, durante o carnaval.

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-Mulher Rica

Na segunda-feira passada, estreou a segunda edição do programa “Mulheres Ricas”, na Band. Algumas pessoas se surpreenderam com a presença de uma das participantes chamada AEileen , de 21 anos, que se apresentou como cantora sertaneja.

Por mais que alguns torçam o nariz pelo caráter do programa, a biografia da cantora traz algumas informações legais. Herdeira de uma família criadora de cavalos no Espírito Santo, a proximidade com eventos sertanejos a fez começar uma carreira de cantora nos desfiles de abertura de rodeios. Em Barretos, segundo informações do site dela, ela abriu 3 edições da festa.

Pra quem não a ouviu cantando no programa, segue abaixo uma canção: