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Eduardo Costa fala sobre o novo CD, “Pecado de Amor”
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André Piunti

No mês passado, foi lançado “Pecado de Amor”, o novo CD do Eduardo Costa.

São 16 canções, muitas delas já cantadas em alguma época por outros sertanejos. O estilão continua o mesmo. Romântico, com suas intepretações bastante peculiares, e com espaço crescente para batidas de samba, algo que o cantor sempre admitiu gostar.

O CD, produzido por César Augusto, conta com a participação de Alexandre Pires na faixa “Presente de Aniversário”.

Eduardo, ao que parece e pelo que ele responde na entrevista, já não se importa muito com crítica. Passa a impressão de ter compreendido que ser artista popular é bem melhor que ser “o” artista da mídia, mesmo tendo feito, intencionalmente, mais televisão nos últimos meses.

Sobre a nova fase da carreira, e principalmente sobre o novo trabalho, conversei com ele. Segue abaixo a entrevista.

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O que esperar do novo CD do Eduardo Costa?

A gente tá num momento bom da música sertaneja, público crescendo, muita gente aparecendo. O meu CD é a cara do meu público, eu fiz e sempre faço pensando na pessoa que vai no meu show, que canta junto comigo. O artista tem que agradar aquela pessoa que gosta dele, que compra o CD, que vai no show, o resto não importa. Eu acho que consegui escolher um repertório muito legal não só pra quem gosta de música sertaneja, mas pra quem gosta de música no geral. É um trabalho muito bem produzido, pensado, nada feito na correria. Acho que tá bem a cara do Eduardo Costa de hoje.

Você sempre gostou muito de regravar o “lado B” de artistas conhecidos, tanto que o projeto “No Boteco” era basicamente isso. No novo CD, também há algumas canções que pouca gente vai se lembrar que já foram gravadas antigamente. De onde vem esse gosto?

Tem muita música que fica perdida na carreira dos artistas. Todos eles têm, Chitão, Rionegro, Leonardo, sempre alguma música muito boa passa batido nos CD’s. Como eu ouvi música demais nos anos 1990, eu sempre guardei muitas dessas músicas na cabeça. Tenho um monte ainda que eu vou usar em outros discos, mas nesse agora especialmente eu resolvi puxar umas lá de trás. Eu acho muito legal isso. O povo ouve, tem aquela impressão de que já ouviu antes, mas não consegue lembrar de onde é. Gosto bastante de fazer isso.

Mas você tem essas música anotadas em algum lugar?

Não, nada. É na cabeça mesmo. Quando eu paro pra lembrar de música, pra pensar em repertório, são essas músicas que aparecem. De tanto que eu ouvi e gostei, nunca esqueço delas.

Há uma participação especial no seu CD, que é do Alexandre Pires. Como surgiu a ideia de ele participar?

O Alexandre é meu amigo pessoal, mesmo. Eu já gravei com o Chitão, Zezé, Belo, Amado, Chico Rey, e tenho a intenção de conseguir gravar com todo mundo que eu admiro. Já fazia tempo que eu pensava no Alexandre, e aí quando eu compus o “Presente de Aniversário”, que é um samba, tive certeza que era a música que a gente tinha que gravar junto.

O fato de você ser um artista popular faz com que seus CD’s sempre tenham destaque entre os produtos piratas…

Cara, você sabe da minha história, sabe que a pirataria acabou me divulgando muito, mas eu ainda tenho uma relação antiga com o CD. Eu dou muito valor no meu músico, na fase de produção, por isso eu ainda acho legal quando uma pessoa vai na loja e compra o produto. Claro que eu sei da realidade, eu vivo esse mercado todo, mas é uma coisa mais pessoal mesmo gostar do ato de comprar o CD. Sei que o que importa no final das contas é que a pessoa ouça minha música.

Em meio ao ‘novo’ sertanejo, você segue fazendo a linha romântica que acabou ficando em segundo plano no mercado, tanto que igual a você, não há quase ninguém investindo no estilo…

Eu acho que tem espaço pra quem queira investir na música romântica, mas é uma questão também de apostar e se dedicar, é um estilo como outro qualquer. Tem algo que o universitário influenciou bastante que é reduzir os tons mais agudos. O pessoal dessa nova geração não tem o costume de cantar com aqueles agudos lá em cima, e isso acaba influenciando a turma que vai surgindo, e o interesse pela música romântica, cheia de interpretação, acaba diminuindo. Pra cantar o tipo de música que eu canto, o agudo é fundamental. Acho que tem espaço pra tudo sim, o sertanejo tá muito aberto hoje pra todo mundo.

Você tem algum artistaa pra citar desse estilo que você gosta?

Se tivesse que citar um, eu citaria o Léo Magalhães. Ele também não tá nem aí se chamam de brega, se dizem que é muito simples. Ele é muito bom, canta muito bem. Gosto muito do trabalho que ele vem fazendo. Se ele continuar nessa linha, misturando aquele arrochinha simples do Nordeste com as letras populares, eu acho imbatível.

Compararam muito o Léo a você no começo da carreira…

Isso é bobagem. O povo compara, fica arrumando intriga em tudo. Tem mais é que aparecer cada vez mais gente apostando em música pro povo.

Você parece ter mudado um pouco em relação a críticas, não fica mais dando respostas, não parece arredio. Você resolveu se controlar ou realmente deixou de se importar?

Passei dessa fase, sinceramente. Eu sou antenado com o que falam, presto atenção quando vejo que a crítica é construtiva. Posso até nem gostar, mas paro pra pensar depois se aquilo que alguém disse faz sentido. O que eu deixei de dar importância mesmo é pra quem fala mal só por falar. Tô nem aí mesmo. Eu tô preocupado com quem gosta de música sertaneja, com quem vai pegar meu CD com a intenção de curtir minhas músicas novas. Hoje, se o cara falar algo que não me acrescenta em nada, eu realmente não tô nem ligando.

Você é figura mais presente hoje nos programas de televisão do que antigamente. É alguma estratégia nova?

Eu tinha a cabeça um pouco fechada, não achava que a televisão poderia me ajudar muito. Mas esse lance de ser popular faz com que você tenha que aparecer em um programa aqui, outro ali, trabalhar um pouco sua imagem pra te divulgar mais pro povo. Eu dei uma maneirada no jeito de falar em público, tem muita criança que me ouve, muita senhora que é minha fã, então passei sim a me preocupar mais com essa coisa de imagem e de televisão. Sinto que isso tá sendo positivo pra minha carreira. O público gosta.

O que tem chamado muita é sua mudança física, visível por conta das fotos que você publica no Twitter…

Eu quero ser um cara melhor sempre, e nessa coisa de aparência eu precisava mexer. Eu sou um cara muito agitado, você sabe disso, quem me conhece sabe disso. A academia foi um jeito de descontar um pouco essa hiperatividade, comecei a viciar mesmo, me ajudou muito. Como eu gostei do resultado, virou vaidade também. Eu gosto, as fãs gostam, as mulheres gostam, tem que cuidar da aparência mesmo.


Paula Fernandes aparece sensual em novas fotos de divulgação
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André Piunti

Paula Fernandes lança seu novo CD, “Meus Encantos”, no próximo dia 29, e o lançamento será bastante abordado aqui durante a semana.

No entanto, o assunto de hoje não é exatamente musical.

Paula fez algumas fotos para divulgação que ficaram um tanto sensuais, e que podem ser conferidas em primeira mão aqui no blog.

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Luan Santana no “Universo Sertanejo” em vídeo
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André Piunti

Entrou no ar, 0ntem pela manhã, a entrevista que fiz com Luan Santana por conta do lançamento do novo CD dele. Foi a terceira edição do “Universo Sertanejo” em vídeo.

Além do novo trabalho, falamos de download, internet, dinheiro, e é claro, de música.

O vídeo abaixo pode ser visto também em alta definição. Basta clicar no ícone “HD”, logo abaixo do vídeo, e escolher a opção “1080p”.


Chrystian e Ralf: álbum duplo de sertanejo raiz e música country
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André Piunti

Chrystian e Ralf preparam o lançamento de um álbum duplo, repleto de regravações. Até aí, nenhuma grande novidade.

A surpresa é o conteúdo que o disco duplo trará.

De um lado, a dupla vai regravar apenas canções sertanejas antigas, com o foco nas músicas de raiz, reproduzindo os arranjos da forma mais fiel possível. Duas ou três faixas serão reservadas para músicas inéditas, mas de estilo caipira.

Do outro lado, os irmãos regravarão clássicos da música country (em inglês, obviamente), de nomes importantes como Dolly Parton, por exemplo, que ajudou a formar um dos mercados musicais mais rentáveis do mundo.

Apesar de comparações diretas serem complicadas, o country também veio do campo, assim como a música sertaneja, e foi um dos estilos musicais presentes na formação musical de Chrystian e Ralf, de acordo com declarações deles.

O repertório ainda não está todo fechado, mas de acordo com o que Ralf disse em entrevista ao blog, o projeto sai ainda no primeiro semestre.

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Mudando de assunto, mas continuando com os mesmos personagens, há uma história contada no site oficial da dupla sobre o cantor Roberto Carlos que achei interessante dividir aqui. Abaixo, as palavras do Chrystian.

“Tem uma coisa que pouca gente sabe… isso aconteceu em Goiânia, quando éramos pequenos, eu tinha 8 anos… O Roberto ia se apresentar num programa de TV e, antes de ele entrar, me apresentei cantando uma música. Quando terminei, ele disse para meu pai que eu tinha futuro e sugeriu que a gente se transferisse para São Paulo.

Aliás, meu pai o procurou quando chegamos na cidade, e o Roberto deu dinheiro a ele para tirar a carteira de motorista profissional. Isso era para garantir nosso sustento, caso não fizéssemos sucesso.”


O novo trabalho de João Carreiro e Capataz
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André Piunti

É difícil falar de um CD que foi tão esperado e que foi lançado faz poucas horas, mas ficam aqui as primeiras impressões.

O projeto ”Lado A e Lado B” traz 40 músicas, 18 de um estilo mais atual (Lado B), e 22 sertanejas tradicionais, modas de viola, daquelas brutas (Lado A).

Se eu postar tudo aqui, vai travar o computador da maioria, e também não faria sentido. Coloquo aqui o link dos dois (Lado A) (Lado B). Os dois valem a pena demais, download liberado até alguém proibir.

O trabalho, produzido por Zé Renato Mioto ao lado do João Carreiro, tem participações de Rionegro e Solimões, Matogrosso e Mathias, Gino e Geno, Juliano Cezar,  e do grupo Scort Som, que toca o “lambadão cuiabano”.

Do que dá pra perceber rapidamente, eles continuam muito sarcásticos e politicamente incorretos, chegam a cantar “pode até fazer sucesso/mas se tem brinco de argola/e se dança e rebola/não toca em minha vitrola” em “Não Toca em Minha Vitrola”.

Essa parte do bom humor continua igual, criativa, do  jeito que sempre foi.

O que destaca o trabalho é, indiscutivelmente, a parte romântica, na qual eles foram mais além. Os discos são repletos de músicas intensas, de histórias boas.

Tem música para o falecido pai de Capataz, “Sarafa”, a regravação da dolorida “Pergunte a ela”, além de “Sete Sentidos”, no encontro da dupla com Rionegro e Solimões, e de “Cadê”, ao lado de Matogrosso e Mathias.

Sobre as modas de viola, não tem o que comentar. É só baixar e por pra tocar no domingo de manhã. Quem faz isso, sabe o que é gostar de sertanejo.

O projeto voltará a ser assunto aqui.

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Abaixo, seis músicas que escolhi e recomendo, pela qualidade ou pela curiosidade. A primeira, uma homenagem a Tião Carreiro.

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E lá vem o Leonardo
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André Piunti

No próximo dia 16, chega às lojas o novo CD do Leonardo, intitulado “Nada Mudou”.

Não ouvi o CD ainda, li a lista de músicas agora, mas se a faixa que dá nome ao título for a que a maioria está pensando, trata-se de uma das músicas mais bonitas do “Di Paullo e Paulino”, dupla apadrinhada por Leonardo.

Daqui uns dias a gente tira a dúvida.

A primeira música de trabalho será “Baby, Fala Pra Mim”, versão de “Quelqu’un M’a Dit”, da Carla Bruni, que foi tema da novela “Belíssima”. Dois meses atrás, postei essa mesma versão nas vozes de César Menotti e Fabiano ao lado do grupo Desejo de Menina. A canção na voz do Leonardo pode ser ouvida ao final do texto.

Ainda do CD, há uma versão da clássica “Stand by me”, além de outros títulos conhecidos de músicas. “Leviana”, por exemplo, provavelmente deve ser a do Reginaldo Rossi.

Quando souber de maiores informações, publico por aqui, mas já adianto a lista das músicas por saber que vários de vocês vão reconhecer algumas.

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1. Stand By Me (Stand By Me)
2. Beber, Beber
3. Baby Fala Pra Mim (Quelq’um M’a Dit)
4. Refém
5. Vida Nova, Novo Amor
6. Homem é Que Nem Lata
7. Leviana
8. OK
9. Sem Vergonha E Sem Juízo
10. Nada Mudou
11. Mulher Danada
12. Além Do Sol, Além Do Mar
13. Mil Perdões
14. Bebemorar


Edson e Hudson de perto
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André Piunti

Estive no estúdio do Hudson, em Limeira, dias atrás, para acompanhar a finalização do CD que marcará o retorno da dupla Edson e Hudson.

Ouvi algumas canções e conversei bastante com eles, enquanto um fotógrafo registrava o álbum que pode ser conferido acima.

Escrevi sobre o encontro e todo o relato pode ser conferido AQUI. Abaixo, segue a introdução do texto.

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“A bebida só trouxe coisa ruim pra mim”, diz Edson, às vésperas de voltar ao palco com Hudson.

Sentados nas cadeiras da cozinha do estúdio comprado recentemente por Hudson em Limeira, no interior de São Paulo, Edson e o irmão mexem em uma pasta repleta de arquivos antigos, com fotos de infância, letras manuscritas e cartazes da dupla Pep e Pupi, nomes utilizados pelos cantores quando crianças. As fotos geram conversas nostálgicas entre os irmãos, que parecem relembrar o passado sem nenhum trauma ou constrangimento.

A relação entre eles parece ter voltado ao normal. Após quase dois anos separados por uma série de brigas e desentendimentos, Edson e Hudson resolveram voltar aos palcos. Logo de cara, já anunciaram três projetos: um CD, que sai até o início de novembro; um DVD, com gravação planejada para novembro; e a segunda edição do DVD “Na Moda do Brasil”, projeto com grandes sucessos da música sertaneja, que tem a gravação planejada para o início de 2012. O show que marca a volta dos irmãos acontece no próximo sábado (22), no Credicard Hall, em São Paulo.” (a matéria completa pode ser lida AQUI).


Daniel lança novo CD, defende a venda de discos e fala dos 30 anos de carreira
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André Piunti

-Não há necessidade de, após 29 de carreira, apresentar Daniel. Após quase três décadas de uma carreira levada da maneira mais profissional possível, ele está lançando seu 17º CD, “Pra Ser Feliz”, o primeiro pela Sony Music.

E eu cito aqui o nome da gravadora porque realmente ele dá importância. Em tempos nos quais os empresários fazem negócios com gravadoras, mas no fundo gostariam que elas sumissem, Daniel se posiciona de forma bem diferente.

O lançamento de seu CD foi adiado por mais de dois meses por conta de sua mudança da Som Livre para a Sony. A troca se deu por conta de uma busca de Daniel por “estrutura”. Segundo o cantor, ele quer ter de se preocupar apenas com música, e deixar a administração da carreira na mão de outros profissionais.

-Sua atual canção de trabalho, “Eu Amo Amar Você”, é uma regravação de Ronnie Von, que já estava nos planos para entrar em seu repertório há quatro anos.

-O CD “Pra ser feliz”, que está nas lojas desde o início desse mês, não vai ser distribuído nas entradas de rodeios nem durante seus shows. Daniel é contra, e apesar de dizer que não se pode ir contra a tecnologia, defende de forma firme um maior respeito com o mercado musical.

Sobre esses e outros assuntos, conversei com Daniel. A conversa segue abaixo.

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Universo Sertanejo: Após um período se dedicando ao cinema e a televisão, seu foco volta a ser a música. Nesse novo CD, seu estilo continua o mesmo, bastante romântico, seguindo a linha que você adotou quando passou a cantar sozinho, mesmo com uma infinidade de mudanças ocorridas no mercado sertanejo. Isso significa um Daniel seguro e consciente do espaço que tem no sertanejo?

Daniel: Eu acho que todas as novidades e mudanças fazem parte de um ciclo natural que sempre aconteceu na música sertaneja. Mas acho que nenhum artista, não falo só de mim, deve perder sua característica, deixar aquilo que gosta de fazer pra se adequar a isso ou aquilo. A gente tem que estar sempre por dentro, mas o artista tem que respeitar seu próprio trabalho. Esse novo CD eu fiz de forma descompromissada, num bom sentido da palavra. Não fiquei ligado a prazos, não tive pressão de gravadora, de ninguém. Consegui fazer um disco do meu jeito, com a minha cara, com aquilo que eu queria fazer pro momento. Hoje o foco é 100% música. Aproveitei o espaço que tive como ator, mas agora volto a me dedicar exclusivamente à música.

US: Sua atual canção de trabalho é uma regravação do Ronnie Von, “Amo Amar Você”. De onde veio a ideia de buscar essa música?

Daniel: Essa canção já está na lista pra eu gravar tem uns 4 anos. Eu sempre gostei muito. Nesse CD, aliás, consegui gravar muita coisa que eu tinha selecionado e não tinha conseguido usar. Antes tinha aquele negócio de 12 ou 14 músicas, a gente ficava limitado. Dessa vez, eu entrei no estúdio e a gente foi fazendo as bases, foi gostando e acabou fechando o CD com 20 músicas.

US: Nesses 30 anos de carreira, o mercado nunca esteve tão acelerado como hoje, com inúmeras festas espalhadas por todo o país. Você tem alguma intenção de voltar à loucura de mais de um show por dia, de mais de 20 shows por mês?

Daniel: Não tenho, não tenho nenhuma. Já aproveitei bem essa loucura de quando a gente faz sucesso, mas eu hoje estou em outro momento. Tenho minha filha, minha família, quero poder aproveitar o que eu conquistei. Pra ser sincero, esse mês eu tô com 18 shows, que já é acima do que eu queria, são todos os fins de semana fora de casa.

US: Atualmente, você tem dinheiro e nome suficiente pra não depender de uma gravadora. Muitos empresários fazem de tudo pra sair delas, e você parece fazer o contrário. Por qual motivo uma gravadora é necessária no seu trabalho?

Daniel: Olha, tem a ver com esse meu momento que eu estou te falando. Quero focar no meu trabalho, ter de me preocupar com minha música, meu show, e não com questões administrativas ou de outros tipos que não tenham a ver com música. Saí da Som Livre, com quem tenho boa relação, e fui pra Sony por uma questão de projeto. Acho que o que eles oferecem é o que eu estou pensando hoje, uma equipe forte que cuide de assuntos fora da música.

US: A gravadora não vai apoiar a distribuição de discos, prática comum, quase básica no mercado sertanejo hoje. Você também é contra?

Daniel: Eu acho que cada um sabe o que é melhor pro seu trabalho, não tem essa de certo ou errado. Eu acho que eu mesmo distribuir meus CD’s desvaloriza meu trabalho. Eu acredito que os artistas no geral deveriam dar mais valor ao seu próprio trabalho, a suas músicas. Eu sei que muita coisa mudou, que nada é mais como há 10 anos, mas tem coisas que eu não acho correto fazer. Não adianta fazer milhares de cópias e enfiar goela abaixo. Goela abaixo não dá.

US: Dois meses atrás, você fez uma série de comentários no Twitter questionando o porquê de as vendas de CD’s terem caído tanto se tanta gente continua acompanhando o trabalho dos artistas. A pirataria, o download e a distribuição gratuita são respostas diretas. Você não acredita que esse tipo de postura pode te fazer passar por uma pessoa retrógrada?

Daniel: Eu falei bastante coisa no Twitter mesmo, acho que fui até meio rude, mas foi muito bom ter gerado uma discussão saudável, recebi respostas interessantes. Pode parecer uma ideia antiga sim, mas tem gente que vende CD hoje, as vendas não acabaram. Eu entendo que hoje as pessoas não compram mais um disco por causa de uma música, sei que muita coisa mudou, mas o trabalho inteiro bem feito precisa ser valorizado.

US: O que há de certo para a comemoração de seus 30 anos de carreira, no ano que vem?

Daniel: Nós estamos com muitas perspectivas legais. Há um DVD, um documentário e uma biografia, por enquanto é isso que a gente tem pensado.

US: E o Meu Reino Encantado (projeto de música raiz) tem espaço nesse especial?

Daniel: Então, eu continuo com a vontade de fazer um DVD do projeto, gostaria que desse tempo de fazer no ano que vem. Vamos ver como vai ser, mas a intenção existe, sim.

US: Pra terminar, duas semanas atrás, você disse em entrevista a Marília Gabriela que não queria mais cantar após o acontecido com o João Paulo. Quando você passou a cantar sozinho, nunca houve propostas para formar outra dupla?

Daniel: Proposta sim, teve sim, mas nada a ver, nunca tive a intenção de formar outra dupla. O que tem é a intenção de fazer algum projeto especial ao lado de outro cantor, mas nada que tenha a ver com formar outra dupla (há conversas de que poderia haver um projeto de Daniel ao lado do cantor Rick).


E lá vem o novo CD de Victor e Leo
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André Piunti

Na segunda quinzena de outubro, segundo a Sony Music, chega às lojas o novo CD de Victor e Leo, chamado “Amor de Alma”.

Dessa vez, em vez de pararem tudo para produzir o novo trabalho, a dupla foi gravando nos poucos momentos de folga entre uma apresentação e outra. Tanto que o anúncio do CD pega muita gente de surpresa, já que recentemente correu a informação de que a dupla só lançaria trabalho novo no ano que vem.

A primeira música de trabalho desse CD tem o mesmo nome do álbum, “Amor de Alma”, e será oficialmente lançada no dia 26 de setembro, segunda-feira da semana que vem. Foi disponibilizado um trechinho da música, que pode ser conferido abaixo.


Di Paullo e Paulino: “música triste também deixa as pessoas felizes”
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André Piunti

Di Paullo e Paulino, irmãos que gravaram o primeiro disco em 1973, seguem rumo aos 40 anos de carreira mantendo o mesmo estilo que assumiram quando crianças: o canto triste.

O dueto diferenciado e as interpretações melancólicas, inspirados em nomes como Silveira & Silveirinha e Creone & Barrerito, foram adotados com um intuito único: agradar ao pai, fã de música sertaneja.

Com a mais recente ascensão da música sertaneja, eles aproveitaram o embalo e aumentaram, assim como as duplas novatas, o número de shows. Com as atenções voltadas para o sertanejo, os irmãos mantiveram o estilo que os tornou respeitados no meio musical e se tornaram mais respeitados.

No início desse ano, foi anunciada a parceria entre Di Paullo e Paulino e a “Talismã”, escritório do cantor Leonardo, grande amigo pessoal dos cantores. Animados com as metas apresentadas pelo novo escritório, os cantores lançam esse mês “Namorando teu sorriso”, 14º álbum da carreira.

Abaixo, uma conversa com Di Paullo e Paulino.

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A amizade de vocês com o Leonardo sempre foi muito comentada. Por que a parceria com a Talismã não veio antes?

Di Paullo: A gente gente tinha um escritório próprio, mantido por nós, que era responsável por tocar nossa carreira, e nós estávamos satisfeitos com ele. Tanto que no ano passado já tinha surgido uma conversa com a Talismã, mas nós preferimos manter o nosso escritório. Passou um tempo e a gente voltou a conversar com a Talismã, que surgiu com metas mais altas, que dariam uma visibilidade diferente pra gente. Como a gente já conhecia todo mundo de lá, decidimos que seria positivo pra nossa carreira.

O CD novo segue no mesmo estilo dos anteriores? Há alguma diferença para os outros?

Di Paullo: Sempre tem novidades, como novos temas, novas histórias, amores mal resolvidos, declarações apaixonadas e outras coisas do gênero. A gente segue no mesmo estilo, com nossas músicas românticas misturadas com aquelas de bailão, dançantes. Depois que a música country entrou no sertanejo, nós incorporamos algumas coisas ao nosso estilo, acho que isso ajudou muito a gente, sem que isso fugisse da nossa essência. Nesse novo CD, a gente tem a participação do Leonardo na música “O Ladrão“, que é a primeira música de trabalho.

Vocês ganharam um bom espaço na música sertaneja nesses últimos anos. Há alguma relação com a ascensão dessa nova safra de duplas?

Paulino: A gente sempre fez shows, sempre viveu disso. De fato, as festas aumentaram bastante nos últimos anos e abriram espaço pra muita gente. E isso foi bom principalmente por terem dado espaço pra todos os estilos de sertanejo, não ficado só em um. A maioria dos nossos shows sempre foram em pecuárias, rodeios e praças públicas.

As características mais fortes de vocês são o dueto e a maneira triste de cantar? De onde vem esse estilo?

Paulino: Antes de tudo, a gente começou a cantar assim pra agradar nosso pai, fã desse tipo de interpretação. Isso é o que a gente chama como o canto goiano, se você for em Minas, em Goiás, as pessoas vão saber do que se trata se você perguntar sobre o canto goiano.

Essas definições acabam se perdendo um pouco com o tempo, mas quem é do sertanejo conhece bem. Nesse estilo, eu poderia citar o Silveira e Silveirinha, o Gino e Geno, que cantou assim durante muitos anos, e o Creone e Barrerito, antes de formarem o Trio Parada Dura.

Uma historiadora nos disse uma vez que esse jeito triste de cantar vem desde a época dos escravos. Como aqui no Centro-Oeste a influência de música estrangeira demorou demais a chegar, as tradições se mantiveram por muito mais tempo do que em outras regiões do país, então aqui em Goiás, você vai achar ainda muita gente gostando desse tipo de música, que provavelmente vem mesmo dos lamentos da época dos escravos.

Vocês disseram que festas são o principal palco de vocês hoje. As canções muito tristes não vão de encontro ao clima alegre que propõe uma festa?

Di Paullo: Olha, é legal esse assunto. Se você reparar, o ritmo da música muitas vezes não representa aquilo que você quer passar. Às vezes, a pessoa tá sorrindo com uma música agitada, mas no fundo a vida dela não tá legal, ela precisa ouvir uma verdade pra ficar melhor. É por isso que a gente diz que música triste também deixa as pessoas felizes. Muita gente se identifica, desabafa, sente a verdade que a gente está tentando passar. Música é verdade, é isso que toca as pessoas, e não o ritmo mais rápido ou mais devagar que você canta.

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Abaixo, “Namorando teu sorriso”, canção que dá nome ao CD.